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FIEMG sedia encontro da ABIROCHAS com RAKEZ e CCAB
09/09/2017

Como parte do trabalho de Inteligência Competitiva objetivado pela ABIROCHAS, para os mercados de rochas ornamentais do Oriente Médio, foi realizado um encontro com representantes da RAKEZ – Ras Al Khaimah Economic Zone e da CCAB – Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. O encontro ocorreu na sede da FIEMG – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte, no dia 01 de setembro, com apoio desta instituição e do SINROCHAS-MG - Sindicato Intermunicipal da Indústria de Beneficiamento de Mármores, Granitos e Rochas Ornamentais no Estado de Minas Gerais. Na oportunidade, os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da ABIROCHAS, Reinaldo Dantas Sampaio, pelo presidente do SINROCHAS-MG e vice-presidente de Relações Institucionais da ABIROCHAS, José Balbino Maia de Figueiredo, e pela gerente de Atração de Negócios e Investimentos da FIEMG, Júnia Cerceau Cotrim.

Pela ABIROCHAS, também participou o geólogo Cid Chiodi Filho. Pela RAKEZ marcaram presença Izzat Barakat, CEO da instituição, e David Zabinsky, gerente de Desenvolvimento de Negócios. A CCAB foi representada por Rafael Solimeo, executivo de Negócios Internacionais. Além desses, participaram integrantes do corpo técnico e cerimonial do Sistema FIEMG, como Samira Torres e Wládia Marun Lins, da Gerência de Atração de Negócios e Investimentos. Ainda pelo SINROCHAS-MG, registrou-se a participação Fernanda Lilian, coordenadora da entidade.

Convidada a participar da reunião, a CODEMIG – Cia. de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais se fez representar por Gustavo Kolmar Campos, analista de Projetos de Investimentos da empresa.

Abrindo a reunião, José Balbino discorreu sobre aspectos relevantes do setor de rochas ornamentais em Minas Gerais, após o que Reinaldo Sampaio, também dando boas-vindas aos membros da RAKEZ, apresentou a perfil de atuação da ABIROCHAS, além de descrever sucintamente as atividades produtivas do setor de rochas no Brasil, a força de suas exportações e o interesse no mercado árabe. Sampaio ainda destacou a convicção da ABIROCHAS de que o Oriente Médio é uma das grandes novas fronteiras em perspectiva para as exportações brasileiras do setor de rochas, inclusive pela possibilidade de instalação de unidades industriais de empresas brasileiras em zonas especiais como a RAKEZ e outras, para a prática de offshore trading.

Seguiu-se a apresentação de Júnia Cotrim sobre o Programa Expand, conduzido pelo Sistema FIEMG para promover a internacionalização de empresas mineiras e fomentar negócios com empresas estrangeiras em Minas Gerais. Na sequência, foram exibidos vídeos institucionais relativos ao Programa Expand e à marca Brasil Original Stones – Bring Beauty to Life, produzido em parceria pela ABIROCHAS e Apex-Brasil. Discutindo as perspectivas de relacionamento técnico-econômico e científico do Brasil com os países árabes, destacou-se a realização do Global Stone Congress 2018 (GSC 2018), na cidade de Ilhéus, onde o Dr. Clive Mitchell, do British Geological Survey, apresentará palestra sobre geologia e recursos minerais dos Emirados Árabes Unidos. O GSC 2018 poderá atrair visitantes do Golfo Árabe e fomentar patrocínios para o evento, além de estimular uma possível realização do GSC 2020 em Dubai, juntamente com a Expo Dubai 2020.

Rafael Solimeo referiu o interesse da CCAB no início do projeto de certificação de empresas e rochas brasileiras para atendimento do mercado árabe, em uma parceria da CCAB com ABIROCHAS e CETEM. Diversos aspectos técnicos e legais deverão ser considerados para qualificação dessas empresas, suas rochas e produtos comerciais, junto aos consumidores árabes.

Sobre a RAKEZ

A Zona Econômica Ras Al Khaimah (RAKEZ), de acordo com o seu site (www.rakez.com) foi criada para supervisionar e consolidar os parques especializados e clientes da Zona de Livre Comércio de Ras Al Khaimah (RAK FTZ) e RAK Investment Authority (RAKIA), lembrando-se que Ras Al Khaimah é um dos sete integrantes dos EAU – Emirados Árabes Unidos. Esses aspectos puderam ser melhor entendidos através do vídeo sobre a RAKEZ apresentado por David Zabinsky.

A RAKEZ é voltada para a capacitação de clientes investidores, oferecendo uma zona econômica de classe mundial com pacotes e serviços personalizáveis, além de instalações de ponta. Com localização estratégica, a RAKEZ conecta investidores a mercados crescentes do Oriente Médio, norte da África e Europa, bem como da Ásia Central e do Sul. Também segundo seu site, a RAKEZ já é referência comercial de mais de 13.000 empresas multinacionais de 100 países, representando cerca de 50 setores.     

Arguido por Cid Chiodi Filho, o CEO Izzat Barakat destacou a possibilidade de um pacote customizado para instalação de empresas brasileiras do setor de rochas, ou até de um “cluster” – referido por ele como “village” – brasileiro de empresas. Barakat também destacou a perspectiva de construção de parcerias com empresas locais, mediante avaliação das autoridades, referindo a importância do conhecimento das empresas para acesso aos mercados por elas objetivados.

Considerações Finais

O Brasil é o único dos cinco grandes players mundiais do setor de rochas, que incluem China, Índia, Itália, Turquia e Brasil, a não ter participação significativa nos setes principais mercados importadores regionais (Arábia Saudita, EAU, Kuwait, Qatar, Jordânia, Omã e Bahrein). Em 2015, estes sete países foram responsáveis por importações de rochas que somaram US$ 1,86 bilhão. Apenas Omã e Bahrein importaram individualmente menos de US$ 100 milhões. Somadas, as importações efetuadas em 2015 pela Arábia Saudita e EAU totalizaram US$ 1,28 bilhão, sendo US$ 456 milhões devidos aos EAU.

As exportações brasileiras de rochas ornamentais, também em 2015, para os sete países referidos, somaram apenas US$ 7,6 milhões, dos quais US$ 4,4 milhões relativos aos EAU. Em 2016, as exportações brasileiras para os EAU atingiram US$ 7,3 milhões, quase igualando-se àquelas de 2015 para os sete principais importadores regionais. No período de janeiro-julho/2017, essas exportações para os EAU já totalizaram US$ 5,2 milhões. 

Mesmo tendo suas rochas bem conhecidas no Oriente Médio, a partir de obras executadas principalmente por italianos e chineses, o Brasil carece de uma estratégia de atuação nos mercados regionais, para oferta de produtos acabados “made in Brazil” e atendimento de grandes obras, razão pela qual a ABIROCHAS está iniciando o trabalho de Inteligência Competitiva anteriormente mencionado. Pela semelhança com os mármores, que são os materiais preferidos nos mercados árabes, os quartzitos maciços, abundantes na Serra do Espinhaço em Minas Gerais, podem ser considerados muito promissores para promoção comercial no Oriente Médio. Não só pelos aspectos estéticos, também as características tecnológicas dos quartzitos são superiores às dos mármores e até dos granitos para as condições ambientais dos mercados objetivados, destacando-se: alta resistência abrasiva, alta resistência ao ataque químico, baixo índice de aquecimento por insolação e baixo índice de dilatação térmica. 

 


 

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  • Balança Comercial do Setor de Rochas

    • Período: 01 - 10 / 2017
    • Exportação: US$ 951.008.819,00
      Importação: US$ 28.543.760,00
      Saldo: US$ 922.465.059,00
    • Variação em relação ano anterior (%)
      Exportação: -0,13%
      Importação: +11,09%
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